O Minwer fez uma análise bem detalhada do desempenho de cada atleta, e concordo com ele. Dentro do meu ponto de vista gostaria de destacar dois pontos que para mim foram de fundamental importância na construção do placar de 3x0 ainda no primeiro tempo.
O primeiro ponto, e o mais importante, foi que as oportunidades de gol foram aproveitadas. A bola entrou. Digo isso, porque jogamos bem os dois primeiros tempos das partidas contra o Cruzeiro, como também jogamos bem conta o Fluminense, e o raio da bola teimou em não entrar.
Foi sorte? De forma alguma, nesse caso é bom citar o ditado que diz: "Quanto mais eu trabalho, mais sorte tenho". Assisti a entrevista do Souza na TVCom após o jogo de ontem e ele destacou muito o trabalho do Paulo Autuori em relação a posicionamento, finalizações, etc.
O segundo ponto diz respeito a evolução da equipe como um todo. Evolução que resultou nas boas apresentações já citadas, mas que infelizmente não foram o suficiente para atingirmos os objetivos propostos. Perdemos por detalhes e se perde por detalhes quando não existe consistência na equipe. Uma equipe para ser vencedora - que é diferente de vencer, pois vence-se por sorte ou por outro fato qualquer, se é vencedor por méritos – precisa combinar qualidade técnica, preparo físico e preparo emocional. Cada um desses pilares contribui para o outro e os três juntos sustentam a equipe, a tornam consistente.
A evolução técnica da equipe também foi destacada pelo Souza na entrevista já citada.
O mais fascinante nisso tudo é o circulo que se forma, que ora pode ser vicioso, ora virtuoso. Ontem, por exemplo, a equipe fez os gols porque teve aplicação tática, e teve aplicação tática, porque ao ter feito o primeiro gol pôde ter mais tranqüilidade e seguir o que havia sido planejado.
Ontem o time foi praticamente perfeito, sem falhas. E, de novo, só precisamos de 45 minutos pra definir mais uma vitória. Logo, logo estaremos na zona da Libertadores e pelo jeito estaremos em La Copa ano que vem.
A defesa do Victor no chute do Dentinho foi tão incrível que o atacante curintiano não parecia acreditar no que tinha visto.
Thiego tá cada vez melhor na lateral direita. Ontem ele acertou mais cruzamentos que o Ruy em todo o 1º semestre.
Léo e Rafa Marques fizeram uma dupla afinadíssima. Se o Grêmio realmente tiver que vender o Réver, acho que os 2 dão conta.
Fábio Santos vem crescendo de produção jogo a jogo. Contra o Patético Paranaense, 2 gols saíram de cruzamentos seus. Ontem foi mais um.
Túlio anulou o Douglas. Pena que saiu sentindo uma pancada e é dúvida pra quarta-feira contra o Coritiba.
Adílson é outro que só vem melhorando. Ontem até fez jogada de ponta esquerda no gol do Jonas.
Praqueles que não gostam do Tcheco: não assistam o VT de ontem. Ele simplesmente comandou o time. Todas as bolas passaram por ele.
Souza foi o que esteve um pouco abaixo. Talvez porque dele se espere muito. Perdeu um gol incrível no 2º tempo, mas estava com crédito pelo cruzamento do 3º gol.
Jonas, o diferenciado segundo Meira, continua fazendo seus gols. Ainda bem que dessa vez não foi expulso. Fiquei impressionado como ele cabeceou bem 2 cruzamentos do Thiego, além de ter feito o dele também de cabeça.
Alex Mineiro foi a surpresa do dia. Em todos os sentidos. Primeiro por entrar no lugar do Maxi, gripadão. Depois pelo futebol que voltou a jogar. Fez um gol de centroavante e saiu bastante pra tabelar com os meias, abrindo espaço na defesa do Curintia.
Makelele, Perea e Maylson entraram e mantiveram o nível dos demais. Pena El Ciclón ter perdido aquele gol cara a cara com o Felipe.
Pra terminar, ontem bateu uma saudade do tempo que o Olímpico inteiro pulsava durante os 105 minutos. Ontem tinha até umas tietes do Gornaldo no meio da arquibancada gritando por ele...
10º lugar - A batalha dos Aflitos - 2005: Um jogo emblemático, mas que aconteceu por puro relaxamento do Grêmio. É. Ouso dizer que poderia ter sido muito mais tranquila nossa passagem pela abissal série B do Campeonato Brasileiro. Senão, vejamos:
O Grêmio chegou precisando de um empate pra voltar à elite Braziliense naquele ano. A trupe de Mano Menezes tropeçou em casa contra a Portuguesa, ao empatar um jogo, que se ganhasse, levaria o jogo pro Potrero dos Aflitos em banho-maria contra um adversário desesperado.
Buenas, não foi o que aconteceu. Tomamos calor de um time de merda (se bem que tirando o Gallato, Anderson, Sandro Norris Goiano e Pereirão, o time do Grêmio também era uma naba) e acabamos complicando aquele jogo. E tivemos sorte como o Grêmio nunca teve. Um fatality na trave e outro defendido magistralmente por Gallato Frozen Boy.
E teve o gol mitológico, antológico, ilógico e fisiológico de Anderson Predador. Gol este que coroou o jogo mais bizarro, estranho, mais irracional, mais diferente, distinto, fantasmagórico da história recente do futebol. Mas pra quem o impossível faz parte da vida, fica com o décimo lugar mesmo.
9º lugar - Grêmio 5x0 Palmeiras/Parmalat - 1995: Fui um dos 20 poucos mil que assistiram a essa fabulosa goleada num dos melhores times do planeta naquele ano. Com gols de Arce aos 41 e Arílson aos 51 minutos do 1°tempo e Jardel aos 4, 21 e 38 minutos do 2°tempo, o Grêmio azedou o leite da Parmalat num dos maiores jogos que tive o prazer de ter visto no Monumental.
Jogo tenso, com jogadas do mais lindo futebol arte rupestre Gremista, tendo Dinho como o mestre executor (duplo sentido total) delas. E grande elenco, como Danrlei e Mário "16" Jardel. No final, 5x0 e a certeza de ter a vaga encaminhada, bem, não foi tão fácil assim, mas isso é outra história.
8º lugar - Grêmio 3x3 Estudiantes-LP - 1983: O que falar de outro jogo atípico da história do futebol mundial, quiçá do universo. Vamos a um pouco de história: Ano de 1983. Argentina e Inglaterra guerreavam por um punhado de terra congelada no meio do atlântico sul. O hermanos perderam. Nesse meio tempo, um avião bombardeiro, com problemas teve que fazer uma parada na base aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (não, não foi em Canoas, como muito até hoje falam), e isso pros Argentinos foi a mesma coisa que se o Brasil estivesse dando suporte as investidas britânicas contra a ilha. Buenas, o primeiro time a jogar lá depois disso foi o Grêmio. O raio do problema é que os Argentinos nos confudiram com Brasileiros, e nós tivemos de segurar o rojão. Bem, começou a peleia no hotel, onde os jogadores recebiam telefones com ameaças. Na hora do jogo, uns 20 mil platenses ensandecidos urravam e pediam sangue. Antes da bola rolar, eles já tinham um amarelado. ANTES DA BOLA ROLAR, repito. Ao longo da partida, mais 4 jogadores del pincha ganharam a tarjeta roja. Diz o Peninha, que a torcida arremessou tudo que podia nos jogadores do Grêmio, até um recém nascido.
Renato contribui pro clima belicoso da noite. Ao fazer o terceiro tento do Grêmio, o Richard Gere dos pampas mandou a torcida alvi-rubra parar de cantar. Bem Renato isso, o gênio de Grêmio. Porém, aí começou realmente a chuva de objetos, pedras, garrafas, TV's Telefunken, Rádios Motorádio e recém nascidos. E el pincha, com 8 homens em campo empatou o jogo. Não por méritos deles, óbvio, mas sim porque o Grêmio, sendo time gaúcho e não Brasileiro, não quis pagar o pato pelos nosso vizinho do além Mampituba e deixou os caras empatarem.
7º lugar - Grêmio 0(3)x(4)0 Ajax - 1995: Um dos maiores jogos de Grêmio também foi umas das nossas maiores tristezas. Mas que foi um jogão foi. Com direito a tudo que tinha que ter. Nos roubaram, perdemos gols incríveis, jogamos como nunca, e jogamos contra um dos maiores times da história recente do futebol, praticamente a seleção do mundo naquela época. Ora, vejamos a escalação do Ajax de Amsterdão (em bom português de portugal): Van de Saar; Reizeger, Blind, Frank de Boer e Bogarde; R. de Boer, Davids, Litmanen e Finidi; Kluivert e Overmars. Técnico: Louis Van Gaal. Medo. Era um baita time. Mas do outro lado, havia o imortal tricolor com Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel, Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Felipão.
Jogo duro. O Grêmio tinha que inventar um jeito de não levar uma sacola, pelo menos no papel. Mas quando a bola rola é que as coisas são vistas do jeito que tem que ser. Grêmio levando calor e tascando-lhe fumo nos representantes da corte de Orange. Perdemos gols que até hoje nos fazem falta. E perdemos Catalino Rivarola expulso pelo replay do telão. Foda.
O jogo foi pra temível e errática decisão por penaltis. E quem diria que os dois melhores batedores perderiam suas batidas? Pois é. Dinho (eterno) e Arce desperdiçaram as suas. E o Grêmio teve que se consolar em ser o segundo melhor time do mundo de 1995.
6º lugar - Grêmio 3x1 Nacional-COL - 1995: Até hoje reverbera o eco de: - Marulaaaaaaaaaaanda, Goooooooooooooooooooooolllllllll do Grêmio!!!!! Esse foi o primeiro gol da partida que selaria (praticamente) a conquista do segundo título da Libertadores. Além desse gol, ainda tivemos o gol Jardel "Eterno 16" e Paulo "Diabo Loiro" Nunes.
Não foi mumuzinho esse jogo, apesar do placar. O time colombiano, como quase todos os times colombianos, prezavam muito o ataque. Esse Nacional não era diferente. Destaques do time da cidade de Pablo Escobar, o goleiro-ator de pornochanchada-dublê de coisa ruim-cabeleira do zezé-sequestrador René Higuita, sem contar alguns remanescentes da seleção colombiana que tocara 5x0 na Argentina no Monumental de Nuñez em 1993, como Santa e Mosquera.
Jogo tenso, presenciado por mais de 50 mil fanáticos gremistas e secado por um terço do estado. O Grêmio começou criando chances, mas permitindo os rápidos contra-ataques dos cafeteiros. Contamos com a sorte também. Num cruzamento de Paulo "Foguete" Nunes, Marulanda tocou el balón por sobre Higuita. E ela foi roçar os cordéis da cidadela esmeraldina pela primeira vez no jogo. Estava aberto o placar e a porteira pra mais dois gols que selariam, praticamente, o destino da final.
5º lugar - Nacional-COL 1x1 Grêmio - 1995: O desfecho da mágica, mítica, estupenda, maravilhosa e legendária campanha da Libertadores de 95, que ainda era uma Libertadores de verdade, como fala Peninha. Grêmio entrou em campo vencendo por 3x1, uma senhora vantagem se tratando de Libertadores, mas que nem sempre se confirma. Jogo duro, novamente, com a fanática hinchada esmeraldina fazendo um enorme barulho do inesquecível estádio Atanasio Girardot em Medellín. E não é que aos 12min. do primeiro tempo o Grêmio leva um gol, daqueles de jogar água gelada no vivente em dia de minuano? É, de Aristizábal, o infernal.
Mas antes disso, o melhor perna de pau que já pisou no Olímpido, Super Mário "Mítico 16 Eterno" Jardel perde um gol sozinho, frente à frente com o Zé Pilintra do altiplano colombiano, René "Scorpion" Higuita. Bom, time que não faz leva, e foi o que aconteceu. Mas antes, a equipe verduga perdeu um gol daqueles. Entrevero na área, e pluft, bola pra fora.
Alguns sustos adiante, cronômetro correndo e Felipão resolve mexer no ataque do Grêmio. Entra Nildo "Bigode de Ouro" e Alexandre "o Xoxó". E num lance mágico, místico, transcedental de Nildo, que alça a gorducha pra Alexandre entrar na área e ser derrubado. Penalti. Penalti assinalado por um juíz de nome Salvatore Imperatore. Um César. E contra todo o Cártel de Medellín naquela noite. Que peitaço. que coragem. Dinho pega a bola, põem na marca de cal, anda uns 5 passos pra trás, e dispara contra a cidadela de René "El Guapo" Higuita. Gol do Grêmio! A américa pela segunda vez azul!
4º lugar - Flamengo 2x2 Grêmio - 1997: aos gritos de não te micha, Grêmio, e Ah, eu sou Gaúcho o tricolor triunfa em mais um maracanazo. E pra variar, contra o queridinho do Brasil, com Romário, Sávio (que levou uma bela bordoada e saiu) entre outras "estrelas" do Kléber Leite.
A novela começa com um modorrento 0x0 em Porto Alegre. Os Urubús cantavam a vitória antes de jogarem o segundo jogo. E todos sabem que isso pode muitas vezes ser um tiro no pé.
Jogo começa tenso. Fábio Baiano dá uma paulada em Rodrigo "Gato" Gral, que retribue a gentileza e manda o Sávio reconstruir os ligamentos do joelho, em troca de um belo cartão amarelo. Então que brilha a estrela de João Antônio, que dá uma caneta no marcador e toca na saída de Clemer. Sim, o Clemer. Daí, os urubus parecem que acordam e fazem dois gols. Festa, Uh-te-re-rê, Ah, eu tô maluco, entre outros cânticos de funk embalam a quermesse rubro-negra. Porém, o jogo ainda não tinha acabado.
Então que dá ponta esquerda vem o menino Roger, prata-da-casa, em rápida jogada cruza pro toque sutil e gentil de Carlos "A Gorda" Miguel empatar e colocar água no chope do Fla. Um gol imortal, um gol de Grêmio, no empate com o regulamento debaixo do braço e uma intimação do IBAMA por ter matado 90 mil urubus. Esse jogo foi o canto de cisne do esquadrão montado por Felipão em 94. Jogavam sozinhos. E pra constar, campeão invicto da Copa do Brasil, pela 3ª vez. Não é pra qualquer um.
3º lugar - Corinthians 1x3 Grêmio - 2001: Mesmo caso do jogo contra o Flamengo em 1997. Mas com algumas circunstâncias diferentes. Um empate conquistado pelo Grêmio em casa, depois de estar perdendo por 0x2 deu um gás nas ovelhinhas do Bom Pastor Tite. E os incautos do "bando de loucos" já contavam, quem nem os flamenguistas, que ia faturar a gatinha no jogo de volta, facilmente. Só esqueceram que do outro lado do gramado do Morumbi (outro salão de festas do Grêmio) ia estar um time que trajava a imortal jaqueta tricolor.
Marinho, o monstro de ébano buscado no Guarani de campinas abriu o placar numa cabeçada memorável no primeiro pau. Zinho, entrou na área como quem entra em casa, e despachou um bucha no ângulo. E pra fechar a fatura, Marcelinho Paraúcho, com um toquinho, mete o terceiro. Chupa Corinthians.
Mas o mais interessante desse jogo foi o jeito que o Grêmio fez o placar. E também o jeito que o Grêmio jogou. Pressão total desde o 1º minuto. Era o futebol total do 3-5-2 do pastor Tite dando um nó tático e mental no Vanderlei Luxemburgo. Em minha modesta opinião, esse jogo foi o que o Grêmio jogou o seu melhor futebol de todos os tempos. O Coringão não viu a cor da bola e quando se deu conta já perdia por 1x0 no primeiro tempo. Mas o segundo tempo mostrou pra eles que o pesadelo mal começara. Com o 2x0 de ZInnho a fatura estava liquidada. Mas daí o CUrinthias acha um golzinho e faz com que o Grêmio resolva fazer mais um pra chamar o garçom e pedir pra passar a régua. Ah, e debita pro freguês ali de preto e branco. 3x1, banho de bola e show de futebol. Nem parecia Grêmio.
2º lugar - Grêmio 2x0 Internacional - 1935: Num ano de festa, pelos 100 anos da gloriosa Revolução Farroupilha, a Federação Gaúcha de Desportos, resolveu entregar um troféu alusivo, o de Campeão Farroupilha. Um título pra se comemorar por 100 anos. Um título com a cara de Grêmio. O verdadeiro farroupilha, o lanceiro negro. Um jogo que Bento Gonçalves lá do céu comemorou, pois ele é gremista, acreditem.
Um jogo com todos os ingredientes mitológicos, lendários, mágicos que se pode ter numa partida de football. Primeiro, o maior goleiro da história do futebol mundial fez seu último jogo de futebol em toda a sua vida. Segundo, o Grêmio precisava ganhar. Terceiro, mais uma vez o adversário cantava vitória antes do tempo. Normal.
Eurico Lara entrou pra história do Grêmio como lenda por causa desse jogo. Reza a lenda que ele morreu em campo, após defender o penalti cobrado por seu irmão. Não, isso não é verdade, porém, não me admiraria se fosse. Lara estava combalido e praticamente inválido pro futebol devido a uma tuberculose que corroía seus pulmões. Entrou em campo muito debilitado e magro. Mas garantiu o 0x0 no primeiro tempo. Ao findar da primeira etapa, logo foi transferido pro hospital onde algum tempo depois sairia desta vida para a imortalidade. No seu lugar, entrou Chico. Que nada tinha de Chico, pois era um gigante alemão de 12 metros de altura.
E o jogo se encaminhava pra um deprimente 0x0. Pombos com a notícia da vitória primata se encontravam em vôo para dar a notícia a todo o estado. Porém, isso ainda era uns 30 e poucos do segundo tempo. Eis que surge, nas palavras de Peninha, o Fogoso Foguinho. Ele pede que a falta seja cobrada visando o corte do zagueiro colorado Risada, que depois do lance ficou melancólico. A bola é alçada e Risada tira fácil de cabeça nos pés de Foguinho. O flamejante jogador tricolor enfiou uma bomba H de 15 mil megatões na goleira do tradicional adversário. Caiu o barraco deles. E pra consumar, Laci carcou os 2x0 dois minutos depois. Grêmio campeão Farroupilha, o título de 100 anos.
1º lugar - Grêmio 2x1 Hamburgo - 1983: O que falar do maior jogo de futebol de todos os tempos até aqui? O que falar dos dois maiores golaços da história do futebol mundial, marcados pelo mais irreverente, monstruoso, ácido, habilidoso, flamante, irresponsável, portentoso, burlesco, diabólico, piromaníaco, falante, galanteador, matador, artilheiro, louco, mulherengo, messiânico, endeusado, icônico, mitológico, abnegado, iluminado, genial, inteligente, fenomenal e gremista atacante que já tivemos? O que falar da solidez de Mazaropi? Da raça e do sangue de De León? Da impetuosidade de Paulo Roberto e Caio? Da segurança de Baidek? Da valentia de P. C. Magalhães? Da vontade e entrega de China? Da juventude de Bonamigo? Da experiência de Cajú, Tarciso e Mário Sérgio? E da inteligência a matreirice de Valdyr Atahualpa Espinosa? O maior jogo da história do Grêmio! Pra sempre nas retinas daqueles que viram e pulsando nos corações dos mais novos. Nada pode ser maior!
Gostei muito de uma frase escrita num dos comentários aqui do blog: "um jogador é 50% talento, 50% confiança".
Por isso peguei do ClicRBS uma relação da nova geração.
Peraí, vou repetir: NOVA GERAÇÃO.
Isso quer dizer que são jogadores JOVENS, SEM experiência, que precisam de oportunidade e APOIO DA TORCIDA pra se transformar em, pelo menos, um jogador mediano.
Pra quem não entendeu, agora sem rodeio: essa gurizada é PATRIMÔNIO DO GRÊMIO. Quem vaiar, merece ser exilado no aterro.
Nome: Bruno Collaço
Posição: lateral-esquerdo
Nascimento: 08/03/1990 (19 anos)
Altura: 1m73cm
O que diz Andrey Lopes, técnico dos juniores: “O Bruno é um lateral-esquerdo muito forte. É a principal característica dele. Tem velocidade e apóia muito bem"
Nome: Émerson
Posição: meia
Nascimento: 27/02/1992 (17 anos)
Altura: 1m78cm
O que diz Andrey: "O Emérson é jogador da seleção brasileira sub-17, tem muita técnica e muito controle de bola. Acho que vai precisar de um tempo de adaptação, pois ainda tem idade de juvenil”.
Nome: Gabriel Spessato
Posição: lateral-direito
Nascimento: 16/07/1991 (17 anos)
Altura: 1m80cm
O que diz Andrey: “O Spessato tem um poder de marcação muito bom, mas não apóia tanto. A bola aérea dele é fantástica. Por causa da altura, ele vai muito bem por cima”
Nome: Sérgio Carvalho Posição: lateral-direito Data de nascimento: 14/11/1990 (18 anos) Altura: 1m71cm O que diz Andrey: “É o contraponto do Spessato. Quando começou comigo no juvenil, o Sérgio era atacante. Agora é um lateral forte no apoio, mas que precisa dar uma aprimorada na marcação. Tem velocidade e bom drible”
Nome: Isael
Posição: meia
Nascimento: 13/05/1988 (21 anos)
Altura: 1m71cm
O que diz Andrey: “De todos esses meninos, Isael é o mais pronto. Ele já tem 21 anos e vem treinando com os profissionais desde o ano passado. A melhor característica dele é o chute. Ele pega muito bem na bola e chuta forte de fora da área”.
Nome: Mário Fernandes
Idade: 18 anos
Posição: zagueiro
Altura: 1m84cm
O que diz Andrey: “Desses, o Mário foi o que menos treinou nos juniores. Mas o suficiente para me encantar com ele. Tem um tempo de bola muito bom, velocidade e muito recurso técnico. É um zagueiro diferenciado”
Nome: Roberson
Posição: meia-atacante
Data de nascimento: 02/04/1989 (20 anos)
Altura: 1m81cm
O que diz Andrey: “O Roberson é um jogador de drible, de velocidade. Mas a principal característica dele é chegar à frente. Ele é goleador”.
Semana passada, às vésperas da decisão contra o Cruzeiro, houve a importante reunião do Conselho Deliberativo para a votação da redução da Cláusula de Barreira tanto para eleição de conselheiros quanto para de presidentes do Clube. O projeto previa a redução de 30% para 20%, dando mais poder ao associado. Para os que não estão muito por dentro, hoje um candidato à presidência precisa ser previamente aprovado por 30% do Conselho Deliberativo para concorrer. Assim como as chapas inscritas precisam ter no mínimo 30% dos votos válidos para ter algum representante no CD. Se fizer 29,9% não entra ninguém. Resumindo, no modelo atual NUNCA teremos mais que 3 grupos no CD nem mais de 3 candidatos à presidência. Isso sendo muito otimista.
Pois bem, na terça-feira (dia 30/6) dos 313 conselheiros, somente 170 se fizeram presentes! Um quórum digno do Congresso Nacional.
Para a aprovação do projeto de redução da Cláusula de Barreira eram necessários 154 votos, independente do quórum. Pra espanto de alguns dos presentes, 13 conselheiros assinaram a lista de presença e SAIRAM ANTES DA VOTAÇÃO.
Ou seja, sobraram 157 votantes sendo que eram necessários 154 votos a favor. O resultado todos sabem: o número de votos favoráveis ao projeto foi insuficiente.
Acessando alguns blogs de diversos movimentos políticos do Grêmio, dá pra ver que um grupo joga a culpa em outro e por isso vou esperar a publicação da cópia da ata da reunião. Como não pertenço a nenhum desses grupos, pretendia listar os nomes de todos os conselheiros e sua posição sobre o assunto, mas o máximo que consegui foram os 13 fujões.
O grande ponto da minha indignação é com os 143 conselheiros que se OMITIRAM de votar, possivelmente por ser contra tal projeto e não querer se queimar com os associados. Já os 13 conselheiros que assinaram a lista de presença e saíram na maior cara-dura devem ser PUNIDOS IMEDIATAMENTE pelo conselho de ética do CD.
Conselheiros que assinaram a lista de presença e não votaram:
JOAO CESAR PEDROTTI
JOSE SILVAS
MIGHEL PERGHER
OTOMAR OLEQUES VIVIAN
PAULO ZANCHI ANDRE DOS SANTOS
REGINALDO PUJOL
RICARDO SCAVUZZO MACHADO
SERGIO MATTOS
FERNANDO FLORES CABRAL JR.
LEANDRO ZIMERMAN
LUIZ ANTONIO M. MOREIRA
LUIZ ROBERTO STIGLER MARCZYK
SÉRGIO VASQUES SOUZA
Meus parabéns aos 12 homens que, mesmo contra a maioria dos associados, foram à reunião e votaram contra o projeto e não se esconderam.
Aconteceu comigo há algum tempinho, só que com a confusão toda da semana passada o relato voltou a ter importância. Até porque o fato se repete em todos os jogos do Grêmio em casa.
Cheguei atrasado pra assistir o 1º jogo do BR'09 e como tinha filas quilométricas no portão 10, resolvi ir pra Social, pelo P1. A fila não era grande e andava com certa velocidade, mas só passei da catraca com o jogo em andamento.
Assim que cheguei na boca túnel dei de cara com uma muralha de torcedores amontoados assistindo o jogo. À esquerda havia um grande espaço onde caberiam todos sentados, mas eles queria assistir o jogo dali mesmo, não dando a mínima para os que estavam entrando no Olímpico e queriam usar a passagem somente para passar por ali.
Por mais que se reclamasse, tentasse passar e o diabo a quatro, a patota não dava espaço e respondia às reclamações com "chega mais cedo", "por que não entrou por outro portão", etc. Até disse que se eles quisessem ficar num lugar bom (que pra eles era ali na boca do túnel), eles que cheguassem mais cedo. Cuidei muito com as palavras e depois de 15 minutos tentando passar por eles, cheguei na mureta e pude ir pra trás do gol.
Depois de contar isso, levando a questão: será que a BM não viu o atrolho nas saídas dos túneis/portões de dentro do estádio e acharam que o Olímpico tinha lotado somente pela visão de quem está fora dele?
Uma solução simplíssima seria ter funcionários do clube em cada portão orientando aos torcedores que deixem a passagem livre. Ah, é oneroso pro Clube? Dá pra fazer isso DE GRAÇA.
No Chelsea, antes de cada jogo, se abre um número X de vagas para voluntários. Eles ajudam os torcedores a chegar ao seu assento marcado e ganham em troca 1 ingresso pro jogo. Então por que não pegar parte dos ingressos de cortesia que são distribuídos a cada partida e não destinar para esses voluntários? No nosso caso não é necessário mais que 2 por portão, já que os lugares não são marcados no anel inferior e a única função deles seria evitar aglomerações nos lugares de circulação.
Fazer isso é muito fácil. Parece que o difícil é querer.
"- Estou no começo de minha história no Grêmio. É uma história que só vai terminar com títulos. Eu ainda não consegui o meu. Talvez, até o fim do ano, ele apareça."
Frase do Rever, atual exemplo de liderança no grupo do Grêmio.